16 outubro 2009

O filme da minha vida

Se minha vida se transformasse em filme, seria um cult/alternativo, daqueles que poucas pessoas gostam de ver (eu gosto \o/).


Poderia ser um longa, média ou curta metragem, depende de quem o dirigisse e quais pontos seriam escolhidos pra entrarem pro roteiro.


Uma coisa eu já afirmo, a trilha sonora iria ser imensa, não sei, mas talvez fosse melhor nem sair em vinil ou CD, deveria sair no formato digital, mas nada de pendrives ou CDs/DVDs de MP3, necessitaria de um HD com muitos gigas, afinal, como eu costumo dizer:


A música é o que me mantém vivo


Quanto à cor, eu acho que poderia ser algo no estilo “O Mágico De Oz” e “Alice Na Terra Dos Ácidos”: começa em preto e branco e depois fica colorido, mas eu acho que prefiro que comece em sépia.


Gostaria que fosse feito por um bom roteirista e um bom diretor, que não inventasse nada demais, nada cheio de glamour e efeitos especiais (ou seja, longe dos estúdios de Hollywood POR FAVOR), que apenas retratasse a vida, que na maioria das vezes nem é muito interessante (inclusive a vida daquelas pessoas que “se acham” hiper legais, animadas e tal [vejo umas coisas no Twitter que as pessoas escrevem como se fosse algo fundamental pra sua existência, mas pra mim não passa de “pura merda”] muitas vezes tem um vida “de merda”, não tem relevância alguma no contexto mundial, mas elas acham que sair quase todo fim de semana ou todo dia é algo maravilhoso e fundamental {e sim, eu estou escrevendo isso pensando especificamente em 2 pessoas que eu sigo}).


O elenco seria bem generoso, mas seria bem “flutuante”, com muitas personagens temporárias e poucas fixas. Visto que conheci diversas pessoas ao longo da vida, porém tenho pouco ou nenhum contato com a maioria delas (por culpa minha, acho que me acostumei ao desapego,rs), e sei que ainda entrarão e sairão tantas outras.


O final do filme? Eu não sei como será, mas espero que deixe tudo bem explicado. Espero que não seja nada apocalíptico.


E por favor, não quero ver o bonequinho do jornal O Globo aplaudindo meu filme e também não gostaria de ver o meu filme ganhando Oscar.

23 setembro 2009

8:06

São 8:06, estava eu à caminhar quando um barulho ouvi, cai no chão e comecei a notar o sangue em meu corpo.

São 8:07, penso em o quanto foi vaga a minha vida inútil e mesquinha (não fiz quase nada de útil para melhorar o mundo), ou seja nada de diferente da maioria das pessoas.

São 8:08, finalmente morri, uma morte e uma vida em vão, igualzinho a maioria das outras pessoas, mas ao contrário dos outros, eu sei reconhecer isso.

São 8:09 “é incrível o que um minuto pode fazer”*

*Frase da música So Damn Lucky, do Dave Matthews, que você pode ver a letra original e a tradução aqui, e acompanhar o vídeo abaixo (na versão maravilhosa do DVD Dave Matthews & Tim Reynolds - Live At Radio City Music Hall):

19 agosto 2009

À Noite

A noite escura come subitamente meu gélido espírito

À noite a melancolia chega

E com ela minha forma lúdica se vai

Fico mais frio, soturno, noturno

Acendo um cigarro

Bebo um conhaque

Fumo um baseado

Mas apesar de todas essas substâncias, não consigo encontrar o equilíbrio

Com um vento frio que entra pela aresta da janela

Sinto vontade de ter alguém ao meu lado

Quem sabe até mesmo por cima. Talvez por baixo?

Mas logo lembro:

“Sexo compra dinheiro e companhia

Mas nunca amor e amizade, eu acho

E depois de um dia difícil

Pensei ter visto você

Entrar pela minha janela e dizer:

- Eu sou a tua morte

Vim conversar contigo

Vim te pedir abrigo

Preciso do teu calor”*

Eu não estou em busca de dinheiro e companhia

Não, não

Pelo menos não hoje


Hoje eu gostaria de amor e amizade

Mas isso o sexo não compra, né?

Pelo menos não as verdadeiras [amizades]

As horas vão passando, penso em ler um livro

Mas estou demais entorpecido pelas substancias usadas esta noite

De forma que não conseguiria entender as letras impressas no livro

E eu não sou disléxico

Quem mandou eu me entorpecer?

Penso em jogar-me da janela

Jogar-me-ei ou pendurar-me-ei?

Talvez pendurado eu possa me sentir parte da noite, como um gárgula

Enfim, não sei

O álcool começa a sair de meu corpo

Afinal, a idéia de matar-me fez-me suar frio

A nicotina e o cânhamo ainda são perceptíveis por mim


Olho no relógio e já são 5:00 horas

O rádio desperta

Me preparo pra jogar-me

Mas eis que o ouço o Lobão me dando um conselho:

“A maior expressão da angústia

Pode ser a depressão

Algo que você pressente

Indefinível [é o prazer]

Mas não tente se matar

Pelo menos essa noite não”**

É, o dia amanheceu

Eu vou “drumi”***


*Trecho da música La Maison Dieu da Legião Urbana

**Trecho da música Essa Noite, Não do Lobão, o "é o prazer" esta entre colchetes pois não faz parte da música, mas já foi cantada ao vivo

***  Expressão usada por Zé Da Luz no poema Ai Se Sêsse, gravado pelo Cordel Do Fogo Encantado

10 agosto 2009

2012? O fim do mundo?

Bem,
Esse é um assunto pra muitos, ridículo, pra outros dão medo, alguns estão andando e cagando e a grande maioria nunca ouviu falar. O que eu acho? Se eu acredito ou não acredito? Não interessa, estou apenas escrevendo sobre o tema.
Ontem, dia dos pais, à noite, depois que a família já tinha ido pras suas casas, voltando a ficar só os moradores lá de casa, eu fui pra casa de um amigo e levei pra assistir com ele a série do Discovery Chanel chamada Nostradamus 2012 (que você pode assistir aqui, mas acho que não esta completa, procurei, mas acho que não saiu em DVD), onde fala sobre o possível fim do mundo em 21 de dezembro de 2012. Uma coisa interessante na série é que ela faz uma ligação das profecias de Nostradamus com as profecias dos Maias, cujo o calendário termina em 21/12/2012 (essa data esta convertida para o nosso calendário, no calendário Maia ela é representada por 13.0.0.0.0), e esta data corresponderia ao “fim do mundo”.
Bem, alguns acreditam que o mundo acaba mesmo, o dia não nasce, tudo fica escuro sem energia e em algum momento acaba, todos morremos, e se deu o fim do mundo, outros, no entanto não acreditam que será o fim do mundo, mas sim o fim de uma era (no caso, a era de peixes) e o começo de uma nova era (a era de aquários) onde haverá mudanças bem significativas no mundo, não só humanidade, mas o planeta como um todo.

A primeira profecia Maia

“A primeira profecia fala sobre o final do medo. Diz que o nosso mundo de ódio e materialismo terminará no sábado 21 de dezembro do ano 2012. Neste dia a humanidade devera escolher entre desaparecer do planeta como espécie pensante que ameaça destruir o planeta ou evoluir para a integração harmônica com todo o universo. [...]”

Esse parágrafo foi retirado desse site, onde você pode obter mais informações, e se quiser tem este outro aqui.

“A maior expressão da angústia
Pode ser a depressão
Algo que você pressente
Indefinível
Mas não tente se matar
Pelo menos essa noite não
É isso ai, adie o seu suicídio, deixe pra se matar após o dia 21 de dezembro de 2012, quem sabe você nem precisará se dar ao trabalho.

AGORA, POR QUÊ QUE EU ESCREVI SOBRE ISSO? EU ACREDITO? EU TO COM MEDO? EU TO ANSIOSO? EU TO CURIOSO?

Na verdade eu acho que eu não to nada disso, nem ansioso eu acho que to, e olha que eu sou ansioso, já até escrevi sobre isso no blog, porém eu resolvi escrever sobre o tema porque desde uma conversa que eu tive ano passado, onde fui perguntado se eu sabia alguma coisa sobre 2012 e eu disse que não, então me foi explicado (algo um pouco diferente do que eu falei no texto, mas que “o resultado era o mesmo”: mudanças significativas no mundo, e outras coisas que preferi por algum motivo não falar, mas como disse “o resultado é o mesmo”), começou a chegar até mim informações que falavam sobre 2012, textos, e-mails, mensagem de estudiosos e agora o programa da Discovery. Então sendo verdade ou não, foi um assunto que “do nada” começou a aparecer na minha vida, e decidi escrever sobre isso.

Quem quiser aqui tem 3 sites sobre o assunto:
1
3

Que venha 21 de dezembro de 2012

26 julho 2009

Se Foi

Ela se foi

Assim como a primavera ela se foi
Repentinamente, como um vento frio que entra pela aresta da janela diretamente no hideograma tatuado em meu pescoço, ela se foi
Não me deu chance alguma de despedir-me, partiu, virou, bateu forte a porta e se foi.

Olhei me no espelho e notei meu reflexo incompleto, meu corpo distorcido
Meu olhar distante, profundo e vazio
Não era um olhar famoso como o de Thom Yorke ou Jean Paul Sartre
Era um olhar que não levava a nada.

Passei a tarde a dormir tentando reaver o que eu perdi
Mas onde procurar se eu não sei o que perdi?

O tédio era mais forte do que eu
E assim como a esperança, isso foi ela que se foi
Eu decidi me ir
Abri a janela, tirei a roupa, fiquei nu e me fui

Uma coisa no futuro não poderão dizer:
“Aqui jaz esperança”

01 julho 2009

Vamos pra puta que pariu?


Recebi por e-mail (que por sinal eu já havia recebido há um tempo atrás) e estou usando como desculpa pra atualizar esse fracassado blog. O texto não terá muito haver com o blog não, mas é só pra ajudar a difundir uma informação (praticamente) inútil.
Puta Que Pariu existe... e dá até para ir de ônibus!!!
Agora, quando alguém nos disser:
- Vá pra Puta que Pariu! - não vai ter mais problema, pois o lugar existe... e dá até pra ir de ônibus!

 
 

Fica na cidade de Bela Vista de Minas, perto de João Monlevade, em Minas Gerais.
Bela Vista, uma cidadezinha cercada de mato no interior de Minas Gerais e, uma grande surpresa, um dos bairros tem o nome de Puta que Pariu!

 
Acredite se quiser! 
O município de Bela Vista de Minas foi criado pela Lei nº 2.764, em 30 de dezembro de 1962, desmembrando do município de Nova Era, declarando naquele momento, às margens do Córrego do Onça a Independência de Bela Vista de Minas.
A cidade é divida em 7 bairros:

 
1. Bela Vista de Cima;
2. Lages;
3. Serrinha;
4. Córrego Fundo;
5. Favela;
6. Boca das Cobras;
 
 e
 
7. Puta que Pariu.


Essa informação inútil foi só pra tirar a poeira e o mofo do blog, é culpa do Twitter ele estar abandonado e com fungos. Então, vamos pra Puta Que Pariu?

06 junho 2009

Apenas um devaneio de minha mente conturbada

6 de junho de 2009, em 9 dias farei 24 anos, mas e daí, né? Ninguém me perguntou nada
Eu nem sei o que escreverei aqui, achei essa semana uma merda, e como acho que tava na hora de atualizar essa coisa aqui, resolvi escrever.
Eu detesto olhar pra trás, porque na maioria das vezes o que descubro é que no passado eu tinha mais coragem, força de vontade, menos medo...é sou um velho num corpo (que passa longe de ser dos melhores,rs) de 24 anos.
É, não vou conseguir estender esse texto, e como ninguém anda lendo isso aqui, o tamanho do post não fará a mínima diferença!