Estava eu lá
Mas não me via
Estava eu cá
Mas não me ouvia
Eu tava lá
Mas você não me via
Eu tava cá
Mas você não me ouvia
E nesses desencontros nossas vidas foram passando
Eu chorei
Você sorria
Eu gritei
Você, no silêncio focou
Você desenha
E eu brincava de fazer poesia
Nos sábados à tarde, você no parque fazia yoga
Eu no meu quarto meditava
Eu bebi
Você tropeçou
Você achava
Aquilo que eu perdia
Eu era melhor à noite
Você durante o dia
Preferia as flores da primavera
Você, o gelo do inverno
Penso que seriamos perfeitos
Se não fosse o problema do tempo...
...já que
Eu morri
Enquanto você nascia
09 junho 2010
Desencontros (Ou Eu & Você)
30 abril 2010
Texto Das Possibilidades (ou Se ou Poesia Do Se)
E se fosse de outro jeito?
Se eu tivesse tomado aquele caminho
Se, se...
A minha vida é cheia de “SEs”
Mas, pensando bem, não é só a minha
Em várias músicas que eu adoro, em algum momento encontra-se um se
Refletindo sobre essa pequena palavra de duas letras, eu percebo que o se é lindo
Pois o se te da possibilidades
Eu sou feio, mas como seria se eu fosse bonito?
Pensando no se me lembrei da música Mantra Das Possibilidades do Wander Wildner:
“Minha vontade é ser bonito
Mas eu não consigo
Eu sempre volto atrás
Sonho em ter cabelo comprido
Mas eu não consigo
Eu sempre corto mais
Meu desejo é estar contigo
Mas eu não consigo
Eu sempre fico em paz”
É, “certo seria, se erro não fosse”
Acho que é melhor esquecer os “ses” e pensar e viver no que é.
10 fevereiro 2010
Poesia Erótica Nº 2
Veio
Subitamente veio sussurrando aos meus ouvidos
Caliente, quente, explicitamente
Ô, todos os meus pensamentos mais secretos
Naquele momento não puderam conter-se em minha cabeça
E foram arrastando-se para o meu corpo
Não resisti
Beijei
Aquela boca quente, que conteve todo a minha ansiedade
Pois fiquei imóvel, perplexo
Era eu um fantoche
Esperando ser guiado pelos caminhos mais secretos e vulgares daquela cama
E assim o fui
Suor, saliva, cheiro
Tudo misturado num mesmo quarto
Ardente
A tua pele me tocava
Enquanto na tua alma eu penetrava
Foram momentos únicos
Tão rápidos quanto uma noite divertida
Tão longos quanto refletir sobre o amor
E a vida
Ali eu te tive
Ali você me teve
Ali foi intenso
Nós dois nos fundimos num único corpo e alma
O dia amanheceu
E de nós dois no quarto
Só ficou o cheiro
_________________________________________
Não se preocupem meus queridos 2 ou 3 leitores, porque provavelmente não terá a Poesia Erótica Nº 3, mas como eu fiz há mais de 1 ano a Nº 1 (tão ruim quanto, ou pior), eu tava arrastando a "obrigação" de fazer a Nº 2 até agora!
23 dezembro 2009
Só O Fim
Caminhamos pro fim
O fim caminha com a gente
Fim do ano
Fim da linha
Fim de um ciclo
E tudo acaba, quase que exatamente como no ano anterior
Ou não
Depende do que você fez da sua vida
E/ou do seu ponto vista
A natureza cada vez mais escassa
Aquela pedra onde meu calcanhar raspava já não existe mais
Aqui perto de casa havia florestas e bosques
Hoje há pedras
Os miquinhos que iam comer banana no muro do meu tio, já não aparecem mais
Pois atrás da casa dele nascerá um novo condomínio
Por enquanto ainda esta em gestação, se desenvolvendo
Como pode um nascimento gerar tanta morte?
Poucos percebem, mas caminhamos pro fim
Fim da vida
Fim da evolução, fim do mundo
E não falo de profecia ou qualquer outra coisa
Falo do descaso do homem com sua casa, o planeta Água
Me lembro de Sofia*
Aquela doce menina que conheceu a historia e viajou por ela
Através da filoSOFIA
Me lembro também de Marcelo**:
“Oh, crianças isso é só o fim
Isso é só o fim
Isso é só o fim”
*Sofia, personagem principal de livro/mini-série "O Mundo De Sofia"
**Marcelo Nova, um dos compositores da música "Só O Fim"
03 dezembro 2009
Pequeno Texto
Nem sei o porque de te escrever
Mas escrevo-te
Talvez, apenas para passar o tempo
Cansei deste ano, que já esta velho e não foi dos melhores
Mas quem sabe este último mês não seja de coisas boas?
Apesar de não ter sido dos melhores, tive algumas belas alegrias
Mas, em todo caso, torço para que o ano que vem seja melhor
Já que escrevo-te por que não perguntar sobre você?
Como você esta, sua família, há quanto tempo não nos vemos mesmo?
O que andas aprontando por ai?
Como é o lado cultural ai nesta região?
Cinemas? Há, estes eu parei de frequentar há anos
Teatros, museus? Shows? Tem ido há muitos? Bandas novas, coisas boas?
Você sabe, né? Sem música eu não vivo
Costumo dizer que a música é o que me mantém vivo
Apaixonei-me recentemente por filmes; alternativos
Demorei um pouco, mas aprendi o que o meu professor de Produção De Clipes E Comerciais falava-nos na faculdade: “Hollywood é uma merda, vocês tem que ver filmes de verdade, filmes cults”
E com isso venho vendo muitos filmes, diversos alternativos, talvez sejam até a maioria, tem uns muito toscos e ruins, mas em geral tenho gostado bastante
E descobri uma coisa que gostei: DVDs velhos, CDs eu raríssimas vezes compro, principalmente pelo preço, mas tenho encontrado DVDs antigos nas lojas muitas vezes mais baratos do que CDs
Falando nisso, já vi alguns filmes daí e gostei, em breve pretendo me aprofundar mais
É isso, mande noticias!
____________________________________________
Texto quase que totalmente ficcional, contendo apenas pequenos trechos que se enquadram “na minha vida”, escrevi-o imaginando ser pra alguém que mora na França, não sei qual seria a cidade, imaginei sendo uma mulher jovem, mais ou menos da minha idade, mas acho que se enquadra perfeitamente para qualquer sexo e qualquer idade. E eu (infelizmente) nunca fui à França. E o pequeno texto acabou não saindo tão pequeno assim.
11 novembro 2009
Texto Ou Poesia Da Dúvida
Eu me olho no espelho
Profundamente
Não me vejo
Apenas meu olho
E como pode meu olho olhar a si mesmo?
Eu me olho
Meu olho se vê duas vezes
Em meu rosto e no espelho
Eu me olho
E o espelho me olha
O olho é do espelho?
O olho é seu?
Não, olho é meu!
“Se fosse fácil se olhar
Quem não se olharia?”
Eu me bato
A dor é minha
Eu bati ou eu apanhei?
Esta é a questão
Eu me bato
Um lado gosta de bater
Outro gosta de apanhar
Sou sádico?
Sou masoquista?
Sou sadomasoquista?
Eu me corto
A faca tem minhas digitais e meu sangue
Eu sou o agressor ou eu sou a vítima?
Eu ando pela rua
Quase todo mundo anda pela rua
Sou eu quem empurra o chão para baixo
Ou o chão que me empurra para cima?
Eu me mato
Quem matou?
Eu
Quem morreu?
Eu
Quem tem que ser preso?
Eu
Mas se eu morri como serei preso?
Posso eu ser vítima e assassino ao mesmo tempo?
Você me mata?
Não, sou eu que me mato
Se você me matasse você seria o assassino e eu a vítima
Mas, se eu me mato não tem um assassino e uma vitima
Eu me mato
A morte é sua?
Não, a morte é minha
Se fosse fácil se matar quem não se mataria? *
*Esse texto, poesia, linhas, ou qualquer coisa que você queira chamar, foi feito baseado na música "Eu Chupo Meu Pau" do Rogério Skylab (é só o nome da música [risos toscos e sem graça], mas isso falo por mim, já o que o Skylab faz eu não sei, um amigo disse que com a yoga...) que você pode ler a letra dela aqui e ouvi-la aqui
16 outubro 2009
O filme da minha vida
Se minha vida se transformasse em filme, seria um cult/alternativo, daqueles que poucas pessoas gostam de ver (eu gosto \o/).
Poderia ser um longa, média ou curta metragem, depende de quem o dirigisse e quais pontos seriam escolhidos pra entrarem pro roteiro.
Uma coisa eu já afirmo, a trilha sonora iria ser imensa, não sei, mas talvez fosse melhor nem sair em vinil ou CD, deveria sair no formato digital, mas nada de pendrives ou CDs/DVDs de MP3, necessitaria de um HD com muitos gigas, afinal, como eu costumo dizer:
A música é o que me mantém vivo
Quanto à cor, eu acho que poderia ser algo no estilo “O Mágico De Oz” e “Alice Na Terra Dos Ácidos”: começa em preto e branco e depois fica colorido, mas eu acho que prefiro que comece em sépia.
Gostaria que fosse feito por um bom roteirista e um bom diretor, que não inventasse nada demais, nada cheio de glamour e efeitos especiais (ou seja, longe dos estúdios de Hollywood POR FAVOR), que apenas retratasse a vida, que na maioria das vezes nem é muito interessante (inclusive a vida daquelas pessoas que “se acham” hiper legais, animadas e tal [vejo umas coisas no Twitter que as pessoas escrevem como se fosse algo fundamental pra sua existência, mas pra mim não passa de “pura merda”] muitas vezes tem um vida “de merda”, não tem relevância alguma no contexto mundial, mas elas acham que sair quase todo fim de semana ou todo dia é algo maravilhoso e fundamental {e sim, eu estou escrevendo isso pensando especificamente em 2 pessoas que eu sigo}).
O elenco seria bem generoso, mas seria bem “flutuante”, com muitas personagens temporárias e poucas fixas. Visto que conheci diversas pessoas ao longo da vida, porém tenho pouco ou nenhum contato com a maioria delas (por culpa minha, acho que me acostumei ao desapego,rs), e sei que ainda entrarão e sairão tantas outras.
O final do filme? Eu não sei como será, mas espero que deixe tudo bem explicado. Espero que não seja nada apocalíptico.
E por favor, não quero ver o bonequinho do jornal O Globo aplaudindo meu filme e também não gostaria de ver o meu filme ganhando Oscar.
